domingo, novembro 25, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

O silêncio dos incompetentes

Conseguimos! Mais de 1 mês inteirinho sem posts! E ainda podia ser mais... mas não vamos ser demasiado ambiciosos sim? Já marcámos a nossa posição... Já mostrámos que não cedemos a pressões... Escusam de continuar a mandar aqueles emails "oh! por favor! só mais um post! vá lá..." Não vale a pena! A sério!

Pronto! Feito o esclarecimento não há mais nada a dizer... Não há novidades, não há imaginação para posts a roçar o muito mau... nem sequer só mau... nem simplesmente a roçar... Nickles! Népias! Nestes! Nientes!

Podem voltar às vossas vidinhas rotineiras e desinteressantes... Aqui não há nada para ver... 'Tá a circular!

domingo, agosto 05, 2007

Bedroom for 8

Sendo que as postas andam diminuidas, e os quarenta e nove graus que estao no quarto afectam o Tico e o Teco, dois dos colaboradores deste blog, numa iniciativa unica, arrojada e audaz, uma vez que nao conseguiam dormir, decidiram fazer mais uma internacionalizacao directamente de Barcelona City.
Notem por favor, antes de mais, que o texto nao tem pontuacao porque o raio do teclado e espanhol.
Apos longa e ardua caminhada Rambleira, o nosso pequeno rebanho depara-se com uma escadaria em madeira do seculo XIX que da acesso ao pequeno cubiculo de 12m2 que os senhores nuestros hermanos decidiram apelidar de HABITACION.
Ora o pequeno cubiculo tem duas pequenas janelas com vista para o corredor interior. Assim que avistamos as belas caminhas, deparamo-nos com uma cabecita a acenar na janela em frente. O mocoilo estava despidito, com o cabelo desgrenhado, e com um largo sorriso pergunta:
"Hi!! How are you? Do you know how we can get hot water?" (com forte sotaque sul-americano).
Bela cena para comecar uma semana da ferias em Barcelona, um gajo meio despido a acenar pela janela do duche.
Escusado sera dizer que a conversa evoluiu ao ponto de discutir as nacionalidades de origem e qual a melhor marca de shampoo.
O mocoilo la ficou na sua banhoca e o nosso rebanho seguiu para o bravo malhanco de finos a portuguesa.

O Mestre assume agora o teclado para discordar plenamente com a expressao "malhar finos", aquilo chama-se "malhar baldes a peso de ouro".

Aceitam-se sugestoes para como lidar com mocoilos nus a janela e como beber barato canecas de litro em Barcelona.
Enviem os vossos comentarios.

De Barcelona, para o mundo e arredores

Diana Oliveira
Rui Gomes
(e os outros 6 que a esta hora estao a transpirar que nem cavalos no cubiculo. Espera-se o falecimento de alguns para libertar espaco!!)

terça-feira, julho 31, 2007

Devido à ausência de posts deixo-vos mais um fonte de inspiração. É por estas e por outras que desenvolvi uma profunda alergia aos tipicos bailaricos.

quarta-feira, julho 18, 2007

Monopolização de Blogs

Se há coisa que não suporto são aqueles blogues de grupos, em que tem de haver sempre o espertalhão que tenta monopolizar de forma desmedida os posts. Por vezes chega mesmo a colocar 3 posts seguidos, mesmo que o 3º não diga absolutamente nada e só sirva para encher blogs. Aquele tipico post sem conteúdo só mesmo para meter pirraça, e fazer com todos os outros membros sintam que são terrivelmente maus, e sem capacidade para atingir o nivel de decadência desse Monopolizador de Blogs.




Não?

Joaquim Anacleto, amigo de longa data, boa pessoa, tem no entanto o tique estranho de fazer perguntas usando a palavra NÃO. Ora este problema, deve-se claramente à sua professora de escola primária que em vez de lhe ensinar o "?" ensinou-lhe o "não com entoação de interrogação". Eis então algumas das expressões do seu vasto repertório de perguntas:

- Este skate de 4 rodas é fixe, NÃO
- Já se punha mais sal aqui nas batatas, NÃO
- Esta extensa unha no dedo mindinho que uso para retirar coisas da minha orelha, e que neste momento está quase a atingir-te no olho, apesar de eu estar a 30 metros de ti, já se cortava NÃO
- Não NÃO

Isto quer queiramos quer não, torna-se ainda mais estranho se pensarmos que é o contra-senso completo, e se Joaquim Anacleto espera ter respostas positivas porque usa a palavra NÃO com tom interrogativo. Claramente a escolha da palavra SIM com tom interrogativo teria sido menos mau.


Diana Carlota, aristrocrata de familia de bom nome, devido ao seu mau feitio, tem o estranho tique de começar as frases por NÃO, mesmo que concorde claramente com o que foi dito pela pessoa com que fala. Eis alguns exemplos:

Catarina Estefânia - Sua eminência Carlota, está a gostar dos Bifes aux Champinhon?
Carlota - NÃO, só gosto dos cogumelos e dos bifes.

Gertrudes Almeira - O laranja é uma cor que lhe fica extremamente bem, não acha?
Carlota - NÃO, claramente o que me favorece á a mistura do vermelho com o amarelo.

Froribelo Morangueiro - Vamos lá na 5ª Feira princesa?
Carlota - NÃO, vamos no dia a seguir à 4ª e antes da 6ª, esse dia não me agrada


Agora imaginem, se por acaso 2 pessoas com estes tiques se encontram na rua a confusão que não vai ser. E o problema ao nivel planetário que isto pode ter, vejamos:


BUSH: Ó Blair, já parávamos aquela cena lá no Iraque, de andar aos tirinhos, NÃO
BLAIR: NÃO, ....

E ouviu-se um 3,14 antes que Blair pudesse acabar a frase. RG

domingo, julho 15, 2007

Dia da Fruta?

Recentemente surgiu uma campanha com o intuito de criar o dia nacional da fruta, de uma conhecida marca de bebidas que não vou referir o nome, mas que começa por C, acaba em L, e no meio tem qualquer coisa como OMPA.
Ora como temos 365 dias por ano, e penso que não se pode ter 2 dias nacionais de qualquer coisa no mesmo dia, ou se calhar pode, e nesse caso estou profundamente errado e deveria agora aqui ser chicoteado. Atenção que não estou aqui a tentar lançar a ideia de se criar o "Dia do Chicoteado por ter dito barbaridades", mas podia, mas não o vou fazer, no entanto poderia, mas é coisa que não farei.
Admitindo então que apenas poderá haver um dia nacional de qualquer coisa, e só termos 365 disponiveis, não faria mais sentido arranjar um muito mais original e que fosse mesmo nacional, sim porque fruta cheira-me que é coisa para haver ai noutros países. Digo eu.
A minha sugestão vai então para a substituição deste dia que pretendem criar, até porque acabei agora mesmo de descobrir que no Burkina Faso já existe este dia, por isso não estamos sequer a ser inovadores. Sugiro então a criação do "Dia Nacional do Bacalhau com Batatas a Murro Acompanhado de Broa e Um ou Dois Copos de Vinho Tinto".



Fica a sugestão, e já agora um forte abraço para o nosso correspondente do muitomau no Burkina Faso. És grande. RG

sábado, julho 07, 2007

cuidado com a ferrugem

Hoje em dia estão muito na moda as bebidas com certas e determinadas características, que nos são vendidas como sendo de importância vital para o nosso bem-estar.

Uma conhecida marca de sumos comercializa um produto que ostenta, orgulhosamente, no rótulo, as palavras "PROTECÇÃO ANTIOXIDANTE".

Sou consumidor assíduo deste produto, na versão garrafa pequena de vidro, com tampa metálica . Nos últimos tempos, tenho-me deparado, frequentemente, com um facto curioso: as tampas metálicas apresentam claros sinais de oxidação (vulgo ferrugem), também visíveis nas manchas castanho-alaranjadas existentes no gargalo da garrafa, em especial na zona da rosca.

Eu interrogo-me: será que é esta a protecção antioxidante que eu quero para o meu corpo? Ainda bem que eu não tenho nenhum componente metálico na constituição do meu corpo, senão estava bem tramado...

quarta-feira, junho 20, 2007

Uma fonte de inspiração

Depois de uma ausência prolongada na escrita neste blog de referência a nível nacional, ou então não, tive de ir em busca de uma fonte de inspiração para voltar a escrever. Eis que encontrei algo que nos próximos tempos não me sairá certamente da cabeça. Deixo uma mensagem de apelo a todos para tentarem ver até ao fim e me contarem como termina, que lamentavelmente não consegui. Desde já o meu pedido de desculpas sincero a ti David por isto, mas não deu mesmo. Continuo com fortes contactos para que me facultem o teu número de telefone pois pretendo convidar-te, amigo, a participares neste blog. Desde já aquele abraço para ti.



Esta teria sido uma boa altura para teres falado para o teu relógio CASIO, e pedido ajuda para te tirarem dali. Provavelmente terá sido a tua pior aventura, e onde estava ele quando é preciso? Carro ingrato.

segunda-feira, junho 18, 2007

Frase do dia: “Parceira da Cueca”

A amiga rica tia X comprou cueca igual à cueca da amiga rica tia Y. As duas na lojinha, de bota alta, casaco de pele, rímel esborratado e batom vermelho, miravam o cestinho de palha com a cueca toda em promoção.

Ora a peça custava apenas dois euros, o que as amigas ricas tias concluíram demasiado para os seus bolsos. Vai daí, cada uma pega na sua cueca, e dirigem-se ao balcão a reclamar o desconto.

A lojista, já vermelha de raiva, paga a primeira cueca, oferece a segunda, e despede as amigas ricas tias com um verdadeiro sorriso engasgado.

As amigas ricas tias passaram a ser Parceiras da Cueca.

sexta-feira, junho 01, 2007

Irresponsabilidade

Há há algum tempo que não vos premeio com mais uma pérola retirada dessa maravilhosa obra literária que é o Dicionário da Língua Portuguesa (DLP) e já vos deveis estar a interrogar porquê... Pois bem, aqui está a explicação: resolvi renovar a minha biblioteca de literatura de casa de banho e troquei o DLP pela Constituição da República Portuguesa (CRP), que é uma obra, também, deveras interessante!

Descobri há dias, durante um momento de ligeira obstipação (cujos pormenores ficarão para outra ocasião, pois isto é um blog muito mau, mas não é um blog de caca), que é possível ser-se legalmente irresponsável. Está na CRP, parte III, título VI, artigo 222.º (Composição e estatuto dos juízes), ponto 5, que aqui passo a transcrever:

5. Os juízes do Tribunal Constitucional gozam das garantias de independência, inamovibilidade, imparcialidade e irresponsabilidade e estão sujeitos às incompatibilidades dos juízes dos restantes tribunais.


Pois é basta serem juízes do Tribunal Constitucional e a vossa irresponsabilidade está garantida! Como é que lá chegam? Isso é matéria para um futuro post.

domingo, maio 27, 2007

apresento-me...

Tal qual grandes prémios de cinema, teatro e afins, com estatuetas reluzentes, foi-me hoje atribuída a enormíssima honra (aproveito para agradecer à família, aos amigos, ao cão, etc…) de integrar a esplendorosa equipa de escritores deste blog… muito mau…

Uma pessoa vagueia pela Internet, sem saber muito bem o que fazer, e vem parar a um cantinho destes… muito mau… Dói o cérebro só de ler estes posts realmente… maus!... De tão maus que são, alguns até arrepiam aqueles pelinhos na parte de trás do pescocinho (vulgo… cachaço) ao simples acto de rolar os nossos olhinhos nestas singelas palavrinhas.

Um agradecimento (é favor visualizar a estatueta dourada na minha mão esquerda e o microfone na direita) à equipa que, ao ler os meus escritos anteriores, os considerou tão… maus!... que me convidaram a participar neste projecto. Desejo apenas que os meus posts sejam tão… maus… como os dos fundadores do blog. Aí poderei ter a certeza que na minha veia de escritora corre sangue mesmo mesmo mesmo… mau.

Prometo que o próximo post vai ser mesmo… muito mau.

Obrigada pela confiança.

terça-feira, maio 15, 2007

Caos em Harmonia

Não passo disto.

Um dos meus maiores desgostos é o facto de eu ser uma desorganizada compulsiva. Pior: uma desorganizada que só se entende na organização, esquemática, estratégica, padronizada extremamente metódica, tudo reunido num só conceito global que funciona como tema.
Adiante: vou passar ao relato de um pequeno gesto que demonstra bem o meu retorcido processo mental e habitual... enfim, como toda a minha vida se desenrola:

Certa madrugada decido forçar o sono. Deito-me. Espero que chegue o sono. Computador ao colo, duas almofadas, chá na mesa de cabeceira. Gata na cadeira em frente da mesa de cabeceira, ao lado da minha cama. Edredon torna-se cada vez mais quente. Continuo a esmerdilhar no computador. Não aguento o calor. Tiro a sweat. Atiro a camisola para as costas da cadeira da gata. Camisola cai da cadeira abaixo. Faço de conta que não presenciei o tombo, e para me tornar ainda mais convicta nesta ignorância continuo, mas agora com mais afinco a responder a e-mails de há 4 anos atrás. Finalmente, o cansaço chegou: vou conseguir dormir! Computador para o lado, edredon para cima, festas na gata, luzes apagadas.
No meio do negrume sinto que a gata se move na minha direcção. O meu ego incha, erroneamente convencido que finalmente vai ser o premiado com a excelsa presença felina. Gata desvia rota. Sons orgânicos que envolvem felinos e líquidos, fazem-me presumir que a gata gosta de chá. Silêncio. Som de cerâmica a raspar na madeira e zumba: chávena querida do serviço mega-especial-super-predilecto-da-minha-mãe em queda, eminência de ensopamento do soalho e sequente espalhamento de cacos cortantes e preciosos. Mantendo os olhos fechados e esperando o veredicto sonoro resultante da queda, eis q não ouvi mais que um som surdo e seco. Admirada, acendi a luz e inclinei-me toda sobre a cama e deparei com o milagre da desorganização levado ao extremo: a chávena intacta, graças ao amortecimento proporcionado pela camisola, desleixadamente caída no chão. Como se não bastasse, a mesma, engoliu o chá todo salvando o soalho!!!!

Isto é o que chamo de juntar o inútil ao agradável

domingo, maio 13, 2007

Quem são, afinal, os totós?

Se uma pessoa não bebe bebidas alcoólicas, nem café, nem fuma, nem gosta de comer comidas excessivamente condimentadas, nem de ir a locais com luzes estroboscópicas e sons ensurdecedores (vulgo discotecas) é logo apelidada de totó, porque "não sabe aproveitar a vida". Quem diz isso, também defende que quem tem uma vida dita saudável, para o fazer, tem necessariamente que renunciar todos os prazeres da vida, pois só dá prazer aquilo que faz mal ao corpo. São também da opinião que quem tem uma vida dita saudável, só o faz porque pensa que com isso vai conseguir prolongar a sua vida, mas questionam qual o interesse de o fazer, se não vão tirar qualquer partido disso...

A mim sabe-me melhor beber um copo de água que um de vinho. As comidas condimentadas e o café fazem-me azia. A música excessivamente alta faz-me dores de cabeça. As luzes estroboscópicas enjoam-me. E o fumo do tabaco provoca-me uma irritante sensação de mau-estar.

Será que o prazer da vida é sentirmo-nos mal, enjoados, com dores e azia? Isso a mim causa-me depressão e mau-estar e não considero isso bom, nem acho que isso seja aproveitar a vida. Acho sim que é desperdiçá-la, sucumbindo a estereótipos sociais do que deve ser uma vida de prazeres (e sacrifícios ditos como males menores), inventados sabe-se lá por quem... (ou se calhar até nem é preciso pensar muito para descobrir quem e porquê... mas o melhor mesmo é beber mais uns copos para não pensar muito, que isso de pensar é coisa de totós).

Não pratico exercício físico para manter a linha, aliás, a linha é coisa que nunca me preocupou... Gosto de correr descalço na praia, porque gosto de sentir a areia nos pés e de inalar o ar salgado do mar. Gosto de esbracejar dentro de água (vulgo nadar) porque me dá uma agradável sensação de liberdade.

Gosto de comer uma salada e beber um sumo natural, porque me sabem bem e me saciam a fome e a sede. E, ao invés de andar o dia todo a sentir-me pesado, mole e a tomar pastilhas para a azia (que o molho da feijoada provocou), passo o dia com uma sensação de leveza, bem disposto, e cheio de energia!

Se ter estas práticas saudáveis me fazem sentir bem no dia-a-dia e, além disso, ainda tem a consequência de me prolongar a vida... não vejo nisso um efeito nefasto...

Esses seres iluminados, que sabem viver a vida, vêm irreverência nos estereótipos mais estupidificantes e banais da sociedade (sem sequer se aperceberem que estão, muitas vezes, apenas a sucumbir a interesses económicos, mas é melhor nem ir por aí, que isso é conversa paranóica de totós). Eu, essa irreverência, vejo-a como um mero atestado de burrice.

E não, não é verdade que quem não fuma e não bebe também não fode. Pelo contrário, até é provável que o faça mais, pois tem melhor condição física para o fazer mais, melhor e por mais tempo...

Portanto, escusam de me vir tentar ensinar como é que se deve viver a vida e tentar convencer quais são os prazeres da vida, como provavelmente vos fizeram a vós. Eu quando quero ter prazer na vida, faço aquilo que realmente me dá prazer e não aquilo que os outros dizem que me deve dar prazer.

Experimentai um dia libertar-vos desses falsos ideais de prazer e felicidade. Sede verdadeiramente irreverentes, como julgais ser, e guiai-vos por aquilo que sentis e não por aquilo que vos dizem que deveis sentir. Talvez assim um dia sejais realmente felizes, em vez de meramente pensardes que o sois.

sábado, maio 05, 2007

sozinha

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sexta-feira, maio 04, 2007

quero mais

Foste meu. Até que enfim não evitei a chuva e escorreste-me pelo corpo. Tive-te e tu tiveste-me. Quero-te mais e mais... quero-te ter-te mais em volume.
Sentir-te sentada no teu colo a escorreres-me pelo peito, aí donde te sinto e sempre te chamo. Quero que me vejas como eu te consigo ver. Para mim... és transparente ... vejo através de ti e é assim que te quero. Vem... não tenhas medo de mim... eu sei cuidar de ti. Estás e estarás sempre em mim... ainda que o negues por medo.

Lábio, quilha, água, noite, árvores, terra, gotas na pele, a vista turva, o gosto, o som e a pele exaltados.

Salvaste-me e eu comi-te a proa que trazes em vez do peito. Quero mais! O abraço foi longo e apertado. O abraço foi o alivio. Vomitámos o que tínhamos por digerir. Evitávamo-nos e, como cães antes da luta, olhávamos tudo, menos os olhos um do outro... e por isso não percebíamos como estávamos iguais.

Ainda sem olhar os olhos, cheirámo-nos. Tinha saudades da tua pele e nem me lembrava. Sei que também sentias... e também não sabias. Provei da tua pele e dei-lhe a provar-me e quis mais. Tudo à volta começou a desaparecer. Começámos a ficar isolados e precisámos de nos esconder.

Fugimos, sem medo e sem pressa, deixámos rasto com orgulho, quisemos ser vistos e comentados. E contente fiquei a pensar como iria ser difícil ter que lidar com as consequências graves do que fazíamos. De cara alegre me atirei e com mais gosto o fiz, quanto maior a minha desgraça.

Finalmente, sinto. Finalmente sei que sentes. Não como eu! O teu medo persegue-te, mas a mim o medo... está a tornar-se cada vez mais essencial para mim. Estou viciada nele e no risco. Procuro-o, forço-o, espicaço-o... e tu... vens arrastado com ele.
Como psicopata faço-o por curiosidade e... no fim... acabo por não me surpreender com a minha reacção
Sempre a mesma e... sem solução.

No caminho não havia obstáculos e nós fizemos questão de criar um para que a viagem fosse ainda mais agradável. Cara à chuva, contornaste-o quase todo, de maneira a ver o que ele escondia. Achaste que não havia problema. Pegaste em mim e disseste para eu me atirar desprotegida contra ele. Mais uma vez tive medo. Disseste para eu confiar... eu confiei e... foi maravilhoso.
Quando percebi o que me esperava olhei para trás e tu estavas lá ... a admirar como eu e comigo e... a proteger-me. Obrigada por estares lá. Obrigada por partilhares comigo. Não sei do que vem... mas o que foi... já valeu a pena qualquer consequência.

Sei que não vais ser meu. Eu seria tua se o quisesses. Sei que até queres... mas outra vez o teu medo... a tua revolta não te deixa entregares-te a mim

E é pena, porque eu sou a única testemunha de ti. Só eu te conheço, só eu te quero como tu és e pelo que és, só eu te perdoo e entendo a tua revolta, ainda que não tenha sido eu quem ta enfiou em ti. Comigo não tens que esconder nada, comigo tens de cuidar e admirar, tal como já o faço a ti, há muito e em segredo.

quinta-feira, maio 03, 2007

Vazio

O jantar estava frio e tinha aquele sabor habitual, igual ao cheiro do ar... incolor. Refugiei-me no escritório, às escuras, procurando algum sabor, aroma e côr, no som mágico que, como por magia, saía daquelas caixas pretas, imóveis e sem vida. Fechei os olhos e por momentos senti-me livre. Livre do tempo e do espaço. Estava noutro lugar. Onde? Não sei! Não tinha côr, nem cheiro, nem sabor, mas senti-me bem lá. Senti-me livre.

O som irritante do trote da cavalgadora de tijoleiras, que o destino determinou que morasse no apartamento de cima, fez-me abrir os olhos, e trouxe-me de volta para a realidade. Olhei em redor e tudo estava escuro. Escuro como o silêncio da Lua.

A minha respiração foi-se tornando mais lenta e calma, acompanhando a suavidade dos sons que saíam, ininterruptamente, das caixas pretas. Durante alguns segundos, senti uma paz interior maravilhosa, mas, como o destino tem formas estranhas de se rir, a cavalaria voltou a atacar. O som dos seus cascos Armani fez-me abrir novamente os olhos.

As caixas pretas calaram-se. Acendi a luz, acabei o whisky e desloquei o corpo para o quarto, na direcção da cama, com aquela sensação de vazio com que acordo todos os dias.


Nota do autor: a culpa é da DiTa... fez-me ir ao meu baú de textos e desencantei este... a pedido de várias famílias, resolvi partilhar... não fiz alterações, está tal e qual a versão original... já tem uns anitos.

terça-feira, maio 01, 2007

Sou um 25 de abril

Não gosto de falar de religião nem de politica. Por isso, é disto mesmo que não vou escrever.

Eu sou uma portuguesa. Uma lusitana de gema. Sangue puro lusitano. Não me interpretem mal, adoro mesclas... sem qualquer escrúpulo ou paternalismo. A questão é que sou assim: o meu ser encaixa perfeitamente no temperamento português. Enfim, sem pretensiosismo e até com algum pesar, admito: eu sou um 25 de Abril!

É raro explodir, adoro a mudança, passivamente pacifica e subliminarmente persistente. Levo os meus sonhos a bom porto... muuuuiiiito devagarinho. Tento não magoar, tento não ferir, nem que para isso tenha que me ferir a mim. Por outro lado, tenho prazer sádico e curioso, em magoar gratuitamente apenas para obter reacções. Ainda assim, a coisa anda para a frente. Com isto quero dizer: não vivo de metas, mas sim do percurso até elas. Sempre fui dura comigo, por isso, e vendo bem... no fundo é isso é que nos faz ser. Não é?

Começo a acreditar que, tal como eu, vivo e sou (e friamente o cito) "um pais que não se deixa governar, nem sabe governar-se"!
É! É o retrato de nós, é o retrato de mim! Sou! Não sei o que quero, só sei o que não quero!


Nota: retirado de um texto meu perdido nos confins do tempo, que agora achei e me revi

segunda-feira, abril 16, 2007

From Guangzhou



É este o momento em que o blog vai além fronteiras e faz a sua primeira internacionalização. Muitas mais virão, pois o longo tempo de vida que o blog terá depois de passar esta crise de meia, que o ilustre, magnânimo, excelentíssimo, imponente, gradioso cromo gervásio relatou. Assim que chegar a terras lusas e for recebido em ombros por ...ninguém postarei sobre algo que não pode deixar de ser falado quando se vem para aqui. O fuso horário que nos tira do sério. São 3 da manhã e sono nicles, e o bonito é que às 7, acordar e pequeno almoço. Muito engraçado isto.


Imagem não sei o que diz e até vos pode estar a mandar para qualquer lado feio mas ficou o apontamento.


Bom Jantar

quinta-feira, abril 12, 2007

crise de meia-idade

Pois é, apesar do meu último post, tenho estado um pouco ausente nas últimas semanas, essencialmente por... motivos pessoais... (sempre quis dizer isto)

Os fãs é que não perdoam e têm chovido imensas cartas, faxes, emails, sms, etc... a pedir mais posts... e cá estou eu a aceder ao pedido dos fãs!

O meu grande problema, e que me tem atormentado nos últimos tempos, traduz-se em "mas sobre o que é que eu vou escrever???". Foi então que me surgiu uma ideia... (como diria Arquimedes: eureka!)

Já se devem estar a interrogar o porquê do título... pois bem, passo a explicar: não vou falar da crise da meia-idade que surge nos seres humanos, tipicamente por volta dos 35 anos... Vou falar da crise de meia-idade dos blogs! Pois é, isso mesmo! Os blogs também têm crises de meia-idade e parece que a deste blog já chegou e não foram precisos 35 anos! (por pouco que não eram apenas 35 dias)

Esta coisa dos blogs é muito giro... Aquele entusiasmo inicial. As mil e uma ideias de coisas para escrever. O tentar conter as ideias: "não, não posso escrever tudo agora, senão as pessoas nem tem tempo de ler, e preciso de guardar alguma coisa para mais tarde". Depois as coisas acalmam... Dos vários posts por dia, passa-se a um por dia... um por semana... um por mês... Até que se deixa de escrever e eis mais um blog fantasma!

Neste blog somos vários a escrever, pensei que isso ajudasse, mas parece que, infelizmente, me enganei... O que fazer para manter a chama acesa? Para manter o chorrilho de ideias? Para manter o interesse, a vontade, o entusiasmo do primeiro post? Bom, se calhar não há nada a fazer, e os blogs são como todas as outras coisas neste mundo, que nascem e que morrem... Talvez um blog também tenha um periodo de vida limitado... O momento de auge, de maior pujança, quando nasce, cheio de energia, cheio de movimento, cheio de entusiasmo... Coisas que depois vão decaindo com a idade... Até morrer!

Será que está a chegar a hora deste blog? Será assim tão efémero? Com meia dúzia de cabeças a pensar será possível já não haver ideias novas sobre as quais escrever? Agora começo a perceber o drama dos artistas... A necessidade de ser eternamente criativo... O conseguir, continuamente, encontrar novas ideias... Não é fácil!

Espero que este blog não morra já por aqui. Espero que os meus colegas tenham mais alguns rasgos de imaginação e criatividade. Espero que eu também o tenha. Talvez a adição de novos contribuidores possa ajudar a manter a chama acesa... O que é certo é que algo deverá ser feito antes que caiamos na monotonia do post mensal...

Depois da promessa inicial achei que já estava na altura de fazer um post realmente mau... Estou convencido que foi desta vez que consegui! Espero não estar enganado!

quarta-feira, março 28, 2007

pequenos portugueses

Foi com pouca surpresa que vi a eleição de António Salazar como o maior português de todos os tempos no programa Grandes Portugueses da RTP1. Aliás, depois de conhecer o ranking dos outros 90, já não esperava outra coisa...

Isto só veio reforçar a minha ideia de que o povo português é um povo que não está preparado para viver em liberdade. Nem tão pouco sabe o que é a liberdade.

Liberdade não é fazer o que nos dá na real gana, sem nos preocuparmos com as consequências. Liberdade não é meter o dinheiro dos contribuintes ao bolso, sem sofrer qualquer represália por isso. Liberdade não é enganar o fisco sem nos acontecer nada e sermos vistos como herois. Liberdade não é conseguir enganar o próximo e sair ileso. Liberdade não é insultar gratuitamente quem nos apetece.

Viver em liberdade é saber respeitar. É ser consciente e responsável. É ser honesto e justo.

O povo português não sabe o que é viver em liberdade. O povo português precisa de uma babysitter que tome conta dele, que lhe diga o que pode e o que não pode fazer. O povo português precisa que uma força de autoridade lhe diga o que é errado fazer, pois a sua consciência não possui tal capacidade. O povo português admira os vigaristas e os trapaceiros. O povo português não respeita o próximo. O povo português é prisioneiro da sua pequenez e da sua incapacidade de ser livre. Ser livre é ter a capacidade de pensar. O povo português não pensa, age em manada e deixa-se conduzir facilmente, embora acreditando que está no comando.

Dizem que já fomos grandes, quando pilhávamos e escravizávamos outros povos mais pacíficos... Talvez por isso tenhamos boas relações com os EUA, esse grande ícone da liberdade... que não invade outros países e que respeita tanto a liberdade dos seus cidadãos, que acredita que estes não precisam de ser vigiados constantemente... (e o Echelon e o Carnivore também não existem)

Viva Portugal! Viva os portugueses! Somos os maiores! Só é pena não sabermos o que é a liberdade, nem saber viver em liberdade...

Fala-se tanto em orgulho nacional... No orgulho de ser português... Pois eu quantos mais portugueses conheço, menos orgulho tenho da minha nacionalidade. Quantos mais casos de corrupção vejo, mais vergonha tenho de ser português. Quanto mais vejo as manadas de bestas que peregrinam aos domingos até aos estádios de futebol, menos vontade tenho de dizer que sou português.

Claro que também há bons portugueses, que dão prestígio ao nome português, mas infelizmente são a excepção à regra e não passam disso mesmo: uma minoria. Uma minoria que não tem a obrigação de levar os outros às costas e fazer este país andar para a frente, para proveito de uma maioria de pequenos portuguesinhos, que não o merece.

domingo, março 18, 2007

Flintstone da Vinci

Conhecido de todos este Senhor, merece quanto a mim um lugar de destaque na histórial mundial, colocando-o no mesmo patamar de Leonardo Da Vinci. Não por ter dado origem a 9999 livros em torno da sua figura, mas sim por ter a mesma capacidade inventiva do Mestre Da Vinci.

Não sei se podem constatar nos lugares onde vivem, mas na minha cidade é por demais evidente um novo fenómeno que se encontra em crescente expansão, e que dá pelo nome de "publicidade a motor". Para aqueles que ainda não repararam trata-se de veículos parados nos mais variados locais, c
om publicidade a tudo e mais alguma coisa. A vantagem é evidente: custo 0€. Recentemente passei por um carro parado na berma da estrada numa curva, o típico sitio "bate-me sff que sou sadomaso", com a publicidade a uma oficina de reparações e com uma seta a apontar para a rua da oficina. Ora assim sendo aquele carro só pode mesmo estacionar naquele sitio e talvez seja mesmo obrigado a ser sadomaso.

Há sem dúvida aqui um processo engenhoso de poupar dinheiro, e quanto a mim o primeiro a registar a patente "Transformando Automóveis em Painéis Publicitários" poderá ganhar uns trocos valentes, ou então não. Acho no entanto que deve ser prestada a devida homenagem a quem se lembrou de tão brilhante ideia em pleno século XXI, e por isso peço a todos, que quando esta frase chegar ao ponto final se ajoelhem, batam 5 vezes palmas, digam bem alto "Obrigado Mestre", e já agora boa sorte para o caso de alguém estar a ver a vossa figura .


Depois desta merecida homenagem que certamente será prestada por muitos, apontando as previsões mais optimistas para 1 pessoa, falemos então do grande Fred, que muitos séculos antes já tinha tido uma ideia bastante melhor, e que pode fazer com que a patente
"Transformando Automóveis em Painéis Publicitários", seja um caso de plágio invertido. Passo a explicar.

Foram recentemente descobertos os primeiros esboços de Fred Flintstone, ao bom estilo de Da Vinci, que revelam que o fenómeno da "publicidade a motor" se trata sem dúvida de plágio invertido.



Depois da descoberta deste facto que poderá abalar a História Mundial, parece-me que Fred Flintstone é sem dúvida o pai da ideia original "Transformando Painéis Publicitários em Automóveis", que agora foi invertida e copiada por esses senhores, que afinal não mereceram a homenagem que tiveram minutos antes, e que pode ter levado alguns de vocês a fazer uma figura lamentável para nada.


terça-feira, março 13, 2007

Perguntinha rápida

Um bocado fora do projecto meia…
Vou ser muito rápida! Quero apenas pedir para me esclarecerem uma pequena dúvida de Português… Tantos de vocês consultam frequentemente os vossos dicionários e o meu está tão desactualizado, por isso por favor esclareçam-me! Tudo o que quero é perceber o significado de uma palavra estranha que ouvi numa música. Uma música em Português, que toca vezes sem conta na rádio. A sua letra tem uma palavra que desconheço e cujo significado não encontro… A música é cantada pelo Paulo Gonzo e a letra é algo do tipo:

Sei de cor
cada traço
do teu rosto,
do teu olhar.
….

E a certa altura:

Sei
Por que becos te escondes.
Sei ao pormenor
o teu melhor e o pior.
Sei de ti mais do que queria
Numa palavra diria
Seitedecor

Então? Alguém me esclarece? :)

segunda-feira, março 12, 2007

Sintomas (publicidade parte II - "a vingança")

Começo por confessar que este post já estava na forja ha algum tempo... desde o 1º dia que vi o anuncio do "cê gripe" que fiquei com uma comichão por dentro...

"... bla bla bla... cê gripe, combate eficazmente os sintomas da gripe..."

segundo o dicionário priberam, um sintoma é um fenómeno ou sinal que revela uma lesão ou perturbação funcional de um órgão; pode ainda ser um indício ou um presságio, caso estejamos em presença de um significado em descrição figurativa.

Desta forma, podemos facilmente inferir que ao tomarmos o referido produto, vamos ver-nos livres dos indícios (ou sinais) da gripe... tais como a tosse seca, nariz entupido, garganta inflamada, dor muscular, dor de cabeça, arrepios ou mesmo febre elevada.

Na realidade o que pretendiamos era curar a gripe própriamente dita, mas não! Vamos antes deixar de tossir ou de ter arrepios enquanto a gripe nos consome, silenciosamente e tranquilamente, enquanto ficamos com a sensação de que tudo está bem.

É um pensamento claramente em voga, este de disfarçarmos as coisas, para que nos sintamos bem, sejam elas uma ruga ou mesmo uma passa num canhão... a minha preferida é mesmo a capa de um livro de que tanto se gosta e que para preservar, se encapa com papel (muitas vezes de embrulho para presentes) protegendo efectivamente o livro, mas impedindo os nossos olhos de poder admirar a capa, no fundo o motivo da protecção...


Aquele cenário fantástico da MATRIX, onde estamos todos ligados a 1 grande máquina que nos alimenta os sonhos, enquanto o nosso corpo serve outros, começa cada vez mais a fazer significado...


O vosso amigo,
ç

segunda-feira, março 05, 2007

Sentindo Sem Sentido

Que saudades! Caramba!
Não aguento esta coisa de me faltar o que não cheguei a ter. Estivemos quase lá... mas, quando eu me devia ter esforçado mais, julgava que devia usar da calma... quando furei, rasguei, estraçalhei, olhava para trás e ficava palerma, com o estrago que se tornava ainda mais óbvio com o silêncio esbugalhado dos que testemunharam... e o recuo ultrapassava, em muito, o avanço!
Cada vez mais, fico sem saber o que fazer! Que queres que faça? Finjo-me morta? Ignoro? Endureço? Enrijeço, esfrio?

Dá-me de volta a minha dignidade. Quero-a! É minha de direito! Não sabes quem eu sou?!! Porque teimas em mastigar-me?
Fazes por medo... também eu o tenho. Mas sinto mais do que temo. Não me quero amesquinhar, chegar ao ponto do “se tiver que ser...” ! ... ... e ainda assim, continuo a encolher os ombros enquanto reflicto.
Eu quero que seja! E vai ser! Só assim tem que ser!

Reconheces e pecas por medo. E eu... eu quero continuar a pecar por excesso! Quero todos aqueles pequeninos momentos que me deste, só a mim, e nem percebeste. Quero-os outra vez e outra vez, repetidos constantemente, nos mesmos cenários e prolongados, arrastados, lentos, com as vozes mais graves e os embaraços maiores.
Todos podem participar, mas só a mim, tu dizes respeito... assim, como estás, a falar dessa maneira, com esses modos à mesa, com essa ignorância e sapiência, com a tua brutalidade infantil, com a tua força e a, mal disfarçada, fragilidade... susceptível, a mão hesitante na tua boca concentrada... o punho esquecidamente cerrado... ferrado.

Sabes? Vou esperar... não vou fazer mais nada... por nada... nem por mim, muito menos por ti... ... Que admiro e vigio, mas não mais que a mim... que vivo para ti!

sexta-feira, março 02, 2007

gonga

Pois bem, toda a gente deve conhecer o que é um gongo (pelo menos quem ainda for do tempo do Badaró tem obrigação disso).

E uma gonga sabeis o que é? Ora... Como expilica? Como expilica? Não, não é a mulher do gongo, nem tem nada a ver com o gongo do Badaró!

Aliás, uma gonga pode ser tantas coisas, e tão diferentes, que nem sei por que ponta lhe pegue...

Por isso, acho que nem vou pegar, apenas deixo aqui a definição de gonga e deixo-vos a imaginar como seria uma conversa entre um ornitologista, um alentejano, um angolano e um conguês, sobre gongas...

gonga

s. f., Ornit.,
ave de rapina africana;

Alentejo,
mulher má, ruim;
burra velha, sem préstimo;

Angola,
instrumento de música;

s. m.,
cesto conguês feito das palhas de mateba.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Operação STOP

Ha dias em que vamos de carro e temos que encostar e mostrar os documentos do carro e a carta de condução ao senhor agente da autoridade... nesses dias pensamos: "que azar... porque é que me aconteceu isto a MIM?!?!?..."

Talvez este video ajude a entender

VIDEO

...que na realidade nós somos apenas o acontecimento de intervalo! A disposição do agente derivará então do resultado que se verificar na altura. Palpita-me que as multas são passadas pelos agentes que se encontram em dificuldades no placard.

Se calhar uma boa maneira de evitar a coima é andar com 1 garrafinha de isostar, ou um spray para as dores musculares... um jogo de bolas novas é capaz de ajudar, mas para as contra-ordenações mais ousadas, o golpe secreto é certamente o vale de desconto na sportzone.

"game 7 and match"

O vosso amigo,
ç

terça-feira, fevereiro 27, 2007

tanas

Quantas vezes já não ouvimos expressões como é o tanas! ou o tanas é que vais!? Mas quem ou que é o tanas afinal?

Mais uma consulta ao dicionário e eis a definição encontrada:

tanas

s. m., pop.,
qualquer pessoa que não se pode, não se sabe ou não se quer nomear;
indivíduo sem importância;
- e badanas: expressão designativa de mentiras ou de algo de vago;
o -!: expressão designativa de contradição ou de reprovação.


Parece-me ser a tradução perfeita para "He-Who-Must-Not-Be-Named" na série Harry Potter! Preparem-se! A partir do próximo livro, na versão portuguesa, Voldermort passará a ser conhecido como o tanas!

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

James Morrison, ou "o declínio da publicidade"

Hoje estava a almoçar com tranquilidade (como o Paulo Bento), quando me deparei com a fresca publicidade ao novo album de James Morrison. Fresca, mas apenas de embrulho, dado que o artista e a criação já se encontram no terreno ha alguns meses...
A voz off do spot publicitário, apresenta o artista: James Morrison, chamando a atenção que o seu novo album se encontra à venda, e aponta que este contém o seu grande exito "you give me something", uma "grande canção"... de um "grande voz" (ou "grande músico")... de um "grande album"...

Engraçado não é? Como é que um tipo que chegou agora ao mundo da música, grava um single, faz 1 videoclip estereotipado cheio de modelos em trajes menores, desprovido de ligação à canção propriamente dita, é promovido a "grande voz", ou "grande músico", criador de um "grande album"... Por esta altura, o Sinatra já está a dar voltas na cova, e o Elvis às tantas pondera a hipotese de descer do éter para defender a honra das grandes vozes...

Numa altura em que os músicos são espremidos pela máquina do mercado músical, e forçados a criar singles que respeitem os padrões pré-estabelecidos, e que tenham a duração exacta de 3 minutos de 39 segundos... isto pode parecer ridiculo, mas é o standard hoje em dia. Muitos artistas são forçados a cortar as suas músicas e fazer monstros Frankenstein com os retalhos... imaginemos o que seria ter o Camões a escrever Os Lusiadas em apenas 5 cantos...

Mas o desgraçado do James Morrison até acaba por ser 1 vítima disto tudo: é atirado para uma cadeira com a sua guitarra enquanto as modelos descascadas se pavoneiam. Não seria este o modo de vida de eleição de muitos de nós? Só faltava mesmo a super bock e os tremoços... já para não falar da sport tv e a bola.

Não será redutor para o artista publicitar o album graças à "grande canção"? Não será o album (como o nome indica) um conjunto de canções? Poderemos concluir então que as restantes canções são enchimento de almofadas? Será que o James Morrison sabe que lhe estão a fazer isto? Será que ele aprova?

Para este tipo de casos, o formato do cd single fazia todo o sentido... um artista não era obrigado a ter correntes de imaginação que resultassem num album... Poderia ser apenas um single e um B-side, que muitas vezes era um cover. Será que a distribuição electrónica online das músicas vai safar o James Morrison? Ou será que o sentenciará a que apenas o seu brilhante single mantenha acesa a chama da sua tão curta carreira?

Os dias de hoje fazem-me pensar que o estilo de vida está cada vez mais rápido... primeiro foi o fast-food, e agora é isto... algo que eu gosto de carinhosamente apelidar música McDonalds...
São realmente dias estranhos... como curiosamente diziam o James Bond e o Jim Morrisson, "Strange days indeed..."

Site do James Morrison

Videoclip do Single



O vosso amigo,
ç

terça-feira, fevereiro 20, 2007

evolução linguística

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.


É engraçado ver como mudam os significados das palavras ao longo do tempo. No entanto, parece que umas mudam mais rápido que outras...

Ontem procurava uma certa e determinada palavra no dicionário, que não tinha a certeza como se escrevia, ou sequer se existiria, e eis que tropeço numa outra palavra, alfabeticamente próxima, que nos últimos tempos tem presença habitual nas parangonas dos jornais. Falo da palavra pedófilo.

Se pesquisarmos essa palavra num dicionário recente, como, por exemplo, o dicionário on-line da Priberam, encontramos a seguinte definição:

pedófilo

do Gr. paidóphilos

adj. e s. m.,
que ou aquele que sente uma atracção sexual doentia por crianças.


Até aqui, nada estranho.

No entanto, quando me deparei com esta palavra ontem, foi num dicionário que tinha cá em casa, em formato tradicional de papel, e que conta já com alguns anos de existência (editado pela Lello e Irmão em 1986). Neste dicionário, bem como num outro editado pela Porto Editora, em ano incerto, consta a seguinte definição:

pedófilo, adj. (gr. paidophilos). Amigo das crianças.


Portanto, em 21 anos, no máximo, pedófilo passou de amigo das crianças a aquele que sente uma atracção sexual doentia por crianças. Se calhar sou só eu, mas parece-me uma mudança radical em pouco tempo...

A título de curiosidade, no referido dicionário, de 1986, não consta a palavra pedofilia.

domingo, fevereiro 18, 2007

MEIA: projecto-de-introdução-de-alteração 1

Vamos todos andar descalços em casa. Em nossa casa, nas casas dos nossos amigos e familiares.

Por que não?
Isso é feito em vários países europeus: donos da casa e visitantes deixam os seus sapatos no hall de entrada.

Vantagem 1: É mais higiénico. Não andamos pela casa com o calçado que anda na rua, que pisa tudo, tudo mesmo!

Vantagem 2: É mais confortável. Primeiro estranha-se, mas depois entranha-se. Se tivermos muitos convidados, podem sentar-se no chão ou numa almofada de pernas cruzadas, com muito mais conforto e descontracção.

Vantagem 3: É mais higiénico (outra vez). Os nossos convidados passarão a ter cuidados redobrados com a higiene dos seus pés.

Desvantagens? Só me lembro de uma coisinha de nada: quando puser em prática e pedir às pessoas que me visitem para se descalçarem vão chamar-me muitos nomes feios e talvez deixem de me visitar… Lembram-se de mais alguma desvantagem? Então… por que não?

MEIA

Vimos por este meio introduzir o Movimento Encorajador de Introdução de Alterações (MEIA).

Este digno movimento pretende ser impulsionador de pequenas mudanças na nossa vida, que não serão (de certeza) grandes passos para a humanidade.

Apresentaremos, neste espaço, sugestões mais ou menos estúpidas (daí serem divulgadas neste blogue). Todos os que, como nós, tenham este tipo de ideia estão convidados a participar.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Instinto Animal

Quem tem animais em casa sabe que no início é normal eles fazerem as suas necessidades no sítio que estiver mais à mão. Se ninguém lhes disser nada, eles continuam a fazer como sempre fizeram, sem sequer ter consciência se estão a fazer algo errado ou não, para eles é normal. Cabe aos donos ajudá-los a distinguir o certo do errado. Repreendê-los quando fazem algo que não devem. E castigá-los quando parecem não aprender...

Às vezes as pessoas também são assim. Cometem sistematicamente os mesmos erros, sem sequer terem consciência das barbaridades que fazem e dizem. E continuam a cometê-los, porque ninguém lhes diz que aquilo está errado. Cabe às pessoas ofendidas apontar-lhes os seus erros, e castigá-los para que aprendam.

Alguns animais, como os gatos, são muito independentes, gostam de ter o seu espaço, o seu território e não gostam o invadam. Às vezes queremos fazer-lhes festas, porque são fofinhos e dá vontade de os agarrar e encher de mimo, mas quando nos aproximamos eles afastam-se e fogem, porque estamos a invadir o seu território sem termos sido convidados.

Às vezes as pessoas também são assim. Invadem o espaço das outras, sem terem sido convidadas para tal. Mesmo que estejam carregados das melhores intenções isso não as livra de respeitar o espaço que é dos outros.

Outros animais, como os cães, são mais carentes de mimos, gostam muito que lhes façam festas, e quando gostam de alguém manifestam-o efusivamente. Correm e saltam para cima dos donos, ou qualquer outra pessoa, que lhes pareça ser um bom parceiro para a brincadeira. Adoram dar uma bela duma lambidela para mostrar os seus afectos. Mas nem sempre as pessoas estão dispostas a colmatar as suas carências afectivas com mimos e brincadeiras. E ficam incomodadas com as suas efusivas demonstrações de afecto.

Às vezes as pessoas também são assim, querem dar mimo as outras, e querem que as outras lhes dêem mimo também, porque se sentem carentes. Esquecem-se que as outras podem não querer dar ou receber mimo. Esquecem-se que que as outras não têm obrigação de lhes amenizar as suas carências. E ficam chateadas, sem razão, porque não lhes deram mimo.

Há, também, animais que são muito possessivos em relação aos seus donos. Não gostam que brinquem com outros animais, ou pessoas, ou até mesmo objectos. Qualquer coisa que desvie a atenção do dono é um inimigo a abater. Seguem os donos, tentam controlá-los, fazem chantagem emocional, atacam quem lhes tentar roubar o lugar, mesmo que, na realidade, ninguém lhes tente tirar o lugar. Ficam paranóicos.

Às vezes as pessoas também são assim. Querem ter as outras só para si. Querem controlá-las. Querem ser o centro das atenções. Esquecem-se que não o são. Esquecem-se que ninguém é dono de ninguém. Esquecem-se que as outras gostam tanto de ser controladas como elas próprias (ou seja, não gostam).

O que distingue então as pessoas dos outros animais? As pessoas são capazes de ter raciocínios lógicos, coerentes e complexos. Conseguem formular ideias e, utilizando uma linguagem, também ela complexa, partilhar essas ideias. Que vantagem lhes dá isso? Permite-lhes achar que sabem tudo. Permite-lhes acharem-se melhores que os outros. Torna-as mais intolerantes. Mas esquecem-se que nem todos somos iguais. Esquecem-se que nem todos vemos o mundo da mesma maneira. Esquecem-se que, só porque duas pessoas têm ideias diferentes, isso não significa que uma esteja certa e a outra errada. Esquecem-se que a realidade de uns é diferente da de outros. Esquecem-se de ser tolerantes. Esquecem-se que devem aprender a respeitar as ideias dos outros, mesmo que sejam diferentes das nossas.

Às vezes, as pessoas esquecem-se de como se comportar e agir perante os outros. Esquecem-se porque ninguém lhes chama a atenção que estão a agir mal. Depois sofrem o castigo porque agiram mal e não compreendem porquê, pois estavam cheias de boas intenções. Mas as boas intenções não servem, nem chegam, para permitir que se faça tudo, e desculpar tudo o que se fez. Esquecem-se que não sabem tudo e que podem sempre aprender algo mais com os outros.

As pessoas, às vezes, também se esquecem que, apesar dos outros serem diferentes de nós, também são iguais. São iguais porque também erram e também merecem ser perdoados. Esquecem-se que, às vezes, os outros também não se apercebem que estão a errar. E esquecem-se de lhes chamar à atenção dos seus erros, para que possam evoluir.

Se queremos ser respeitados, devemos respeitar os outros. Não nos devemos esquecer nunca disso. Nem nos devemos esquecer que o que está bem para nós, pode estar errado para os outros. Quando os outros erram devemos saber perdoar. Quando nós erramos, devemos estar preparados para as consequências dos nossos actos, e não culpar mais ninguém senão nós mesmos. Quando erramos, devemos saber esperar até que os outros estejam dispostos a nos perdoar.

Quando nos sentimos ofendidos, não nos devemos deixar levar pela fúria da vingança e responder com mais ofensas, pois isso, muito provavelmente, só levará a mais ofensas (o famoso efeito bola de neve). Também não devemos acumular, continuamente, essa raiva que sentimos, pois mais cedo, ou mais tarde, acabamos por explodir e os efeitos serão muito mais nefastos.

Respeitem-se, amem-se, perdoem-se e, acima de tudo, sejam felizes!

So Pode ser Castigo

Porquê que, todas as noites, entre o leno e o raymond tenho que gramar com os anjos?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Opinioes Divergentes

Lambido contra o batente da porta, apareceu de soslaio na entrada do escritório. Só lhe via metade da cabeça com um olho que me fitava de baixo para cima:

- Acabei de fazer uma loucura genial!

Franzi uma sobrancelha e ele continuou:

- Oh pá!! … …mijei no cinzeiro japonês! Ahah!!!! e coube certinho.
(gargalhou ele meio tímido)
- Nunca tinha feito tal… … foi revigorante! Não! Foi melhor: foi delicioso!
Acho que não consegues compreender… … é uma daquelas coisas que só os putos muito pequenos fazem!

Muda, eu continuei. Virei-lhe as costas e continuei a arrumar os livros.

- Bem… vou despejá-lo!

Desapareceu voltando logo de seguida. Na mesma, ele não se atreveu a entrar e no meio daquele silêncio voltou:

- Como se diz em gíria de bilhar: sem espinhas!!! Limpinho!!

Silêncio de novo. Só se ouviam as lombadas dos livros a deslizarem nas prateleiras, ou um eventual folhear de reconhecimento.

- Sabes? Acho demais a tua resistência pela noite (soluço) entro… … resistência dentro
… … …
mas isso é que dá pujança!

Foi então que lancei:

- Mas isso o quê homem? De que falas tu?
- Desses sacrifícios por bens maiores e nobres… … pá... tu sabes:
não há nada maior que o nosso intercâmbio cultural!

sábado, fevereiro 10, 2007

Sempre a Inovar

O verdadeiro post 100% imparcial que estamos em dia de reflexão para o referendo de amanhã.

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quarta-feira, janeiro 31, 2007

Blogs Irritantes

Após umas semanas nesta minha nova experiência Bloguista como Blogger fraquinho decidi investigar a concorrência Bloguista existente por essa blogoesfera de bloggers dedicados, mas no entanto fraquinhos. A concorrência é sem dúvida muito forte.
Constatei em blogs que vi que a maior parte dos bloggers bloga acerca de temas não blogáveis, como a fraca qualidade dos blogs desta imensa blogoesfera. Os posts (ou em português postas), denotam claramente que os bloggers blogam por blogar, blogando a maior parte das vezes sobre blogs alheios, desblogando o conceito de blog que todos os bloggers tentam alcançar.

Até aí tudo bem, agora, o que não suporto são aqueles a brincar com palavrinhas, que só nos fazem perder tempo, e que depois de bem espremidos valem zero. Com esses caros amigos, é que não vou eu à Blógla. RG

domingo, janeiro 28, 2007

Quem é gervásio filisteu?


Temos recebido inúmeros e-mails, cartas, e até mesmo alguns faxes dos nossos fãs. Todos eles têm uma coisa em comum: a questão "Quem é gervásio filisteu?"

Pois bem, aqui fica, a pedido de muitas famílias, a resposta à grande questão do século XXI.

gervásio filisteu nasceu em Julho de 2006.

gervásio filisteu é uma criação da mente distorcida de certa e determinada pessoa, que achou que era giro ter um pseudónimo, para assinar certos poemas que escreveu certo dia. Além disso, ter um pseudónimo engraçado e contraditório funciona muito bem como estratégia de marketing, como já se pode constatar... E também ajuda a esconder a verdadeira identidade do autor, quando surgirem alguns leitores violentos menos satisfeitos com o teor das suas mordazes palavras...

Em algumas culturas gervásio significa
"lança pontuda e indica uma pessoa com uma aguda percepção dos problemas sociais e vontade de resolvê-los; no entanto, nunca ,deixa que essa preocupação o afaste da sua evolução social e espiritual".

Na nossa cultura gervásio é um nome mais rapidamente associado a
"pessoa rude do campo" (aka matarruano), ou então, o inteligente e simpático chimpanzé do anúncio do ecoponto.

Os Filisteus eram um povo que habitou a Filisteia (que surpresa!) há muitos anos atrás. A Filisteia já não existe, nem os Filisteus, foram extintos ou assimilados por outros povos (não se sabe ao certo, provavelmente um pouco das duas).

Actualmente, na nossa cultura, a palavra filisteu é normalmente usada para referir um
"homem de estatura corpulenta, gigantesca", ou um "indivíduo movido por interesses puramente materiais e desprovido de gosto artístico ou intelectual.

gervásio filisteu nasceu poeta.
gervásio filisteu escreve o seu nome com letra minúscula porque é humilde.
gervásio filisteu não gostas de armas, nem de violência.
gervásio filisteu não é assistente social.
gervásio filisteu não está extinto, existe e é bem real (dentro do possível!).
gervásio filisteu é um homem sensível com uma grande paixão pelas artes.
gervásio filisteu gosta de criticar, com ironia e sarcasmo, o que há de errado na sociedade.
gervásio filisteu é um apaixonado pela vida.
gervásio filisteu não é ninguém.


E assim fica contada, na terceira pessoa, pelo próprio, a história de gervásio filisteu, poeta, escritor e blogueiro.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Bar Jangada

Fonte da Imagem: Visao online

Faz favor um café aqui para a mesa DOOOOIIIIISSSSSSPLASHHH.

Estamos sempre a inovar. De notar que a ideia foi discretamente posta em prática, com o bar construído numa duna com esperança média de vida de 1 ano, assim como quem não quer a coisa. Ao que parece não obtiveram a licença da câmara pois não conseguiram convencer os autarcas que um bar jangada era mesmo uma boa ideia. Não têm mesmo visão de negócio.

Consta que os ovos mexidos saem com uma qualidade nunca vista, (ou melhor comida, que essa história dos olhos também comerem é treta, tentem lá dar arroz de marisco aos olhos e vão ver. Ou melhor, não vão ver que terão o arroz de marisco à frente). RG

segunda-feira, janeiro 22, 2007

jeremiadas

Gosto muito de ler, e uma das minhas obras preferidas é o Dicionário da Língua Portuguesa. É um verdadeiro poço de informação, e daqueles que nunca seca! Acho que devia ser obra de leitura obrigatória, em todas as casa-de-banho, aquele lugar onde, diariamente, nascem inúmeras ideias - umas de caca, outras mais interessantes.

Há dias o meu caro colega RG escreveu sobre a palavra atascar, palavra essa que, por incrível que pareça, não consta no Dicionário da Língua Portuguesa (mais uma coisa em que estamos atrasados em relação aos nossos vizinhos ibéricos). No entanto, existe uma miríade de muitas outras palavras interessantíssimas que podem ser encontradas nesta obra. Irei, regularmente, partilhar convosco as mais interessantes descobertas que for fazendo neste campo.

A minha mais recente descoberta foi a palavra jeremiada. E passo a citar a definição que consta no dicionário on-line da Priberam:

jeremiada


do Fr. jérémiade

s. f.,
lamúria importuna e inútil.


Melhor palavra não poderia existir para caracterizar a instrínseca natureza do povo português. Somos mestres na arte de jeremiar. O nosso dia-a-dia está pejado de jeremiadas. É nos discursos políticos. É nas conversas de supermercado. É nas salas de espera dos consultórios médicos. Onde quer que estejamos, encontraremos certamente um jeremias* tipicamente português.

* jeremias, s. m., indivíduo chorão, que anda sempre a lamentar-se.


Assim me despeço, até à próxima, com votos de boas jeremiadas para todos.

É favor alertar Marques Mendes

Ouvi hoje de manhã no rádio que foi realizado um estudo das faltas dos nossos deputados no ano passado. Num total de quase 1600 faltas o líder é Marques Mendes com cerca de 50 faltas, ou seja, em média mais do que uma por semana. Possivelmente a culpa não será sua, mas daqueles que ainda não o alertaram que a 2ª Feira já não faz parte do fim de semana. É que depois pagam uns por causa dos outros. RG

sábado, janeiro 20, 2007

sem assunto

Sempre fui contra esta moda dos blógues. Sempre me pareceu uma coisa fútil, para quem não tem imaginação suficiente para encontrar algo mais interessante para fazer, do tempo que dispõe, e sucumbe à tentação de procurar o seu momento de fama e glória, no admirável mundo da internet...

Tenho resistido, ao longo dos tempos, a essa tentação. No entanto, hoje, foi-me feito um convite que não podia recusar: participar num blog muito mau! Mas mesmo muito mau, daqueles que a gente só de olhar até diz eh pá! que blog tão mau!

Pensei não deve ser difícil escrever algo muito mau. Enganei-me! Escrever algo fraquinho não custa muito. Algo mau ainda está acessível. Mas algo mesmo mesmo, mas mesmo muito mau... não se enganem, não é nada fácil.

Primeira complicação: escolher um assunto! Tantos assuntos... e ao mesmo tempo... nenhum! Então pensei É isso! Vou inventar os posts sem assunto! Que são textos sem assunto nenhum em particular, em que se fala muito, mas que não se diz nada.

Foi então que alguém me disse eh pá! isso já existe... é só ir aos blogs dos políticos. Mas não me dei por vencido, porque este post, ao contrário desses outros, não tenta dar a ideia de que fala sobre algo importante. Este post até diz, descaradamente, no título, sem tabus, que não tem assunto! É como aqueles emails que às vezes enviamos em que não colocamos assunto, e o nosso cliente de email (que é um querido) nos alerta para esse facto. E o que fazemos? Dizemos sim, tenho a certeza que quero enviar na mesma. Mas não se dando por satisfeitos, alguns chegam mesmo ao ponto de, sem pedir autorização, colocar (sem assunto) no assunto. Desta vez não vou deixar que isso aconteça e sou eu mesmo que escrevo sem assunto no título. Assim como quem diz Toma lá! Embrulha que é p'ra levar!

Se conseguiram ler tudo até aqui é porque falhei na minha missão de escrever algo mesmo mesmo muito mau... Nesse caso, lamento a desilusão e espero para a próxima (se houver próxima e não for despedido das minhas funções depois disto) conseguir fazer muito pior!

quarta-feira, janeiro 17, 2007

DAKAR “ATASCAR?”

É a expressão da moda nas entrevistas realizadas aos pilotos Portugueses em terras africanas. Tudo se resume a frases como: ”Atascámos hoje 3 vezes”, “O Carlos Sousa atascou mas demos uma ajuda”, “Desatascaram em 20 minutos, o que foi positivo”.

Evidentemente e dando o benefício da dúvida fui ver a validade desta palavra na língua portuguesa, mas o resultado foi nulo.

Após uma longa e extenuante pesquisa de 5 segundos no google encontrei a definição espanhola seguinte:

"atascar" -

  1. tr. Obstruir un conducto. También prnl.:
    algo ha atascado la aspiradora.
  2. Dificultar, impedir:
    un desacuerdo de última hora ha atascado la negociación.
  3. prnl. Quedarse detenido por algún obstáculo:
    el coche se atascó en la nieve.

Tentemos então agora encontrar a definição portuguesa para este belo termo adoptado.

“Atascar – do latim atascu, acto de entrar na tasca e ingerir tinto até que surja um desatascador amigo que nos leva daquela para a próxima tasca em busca de mais um atascanço monumental.”

E nós a crer que eles vão para lá para ganhar. Tá bem Tá. RG

É O SISTEMA


Erro obtido a tentar fazer o 2º post deste blog. Pedimos aos administradores do blogspot que da próxima vez, se dignem a dizer na cara que não acreditam na credibilidade de um blog com o nome "muitomau". Assim é muito feinho e pode levar mesmo a depressões longas de 17 segundos. Que não se repita. RG

terça-feira, janeiro 16, 2007

MUÍTO MAU

No passado Domingo passou na RTP a segunda parte do programa “Os Grandes Portugueses”, que visa distinguir as 100 personalidades que mais marcaram o nosso País. A votação é feita segundo uma lista de nomeados, via telefone, existindo no entanto a liberdade de escolher personalidades que não constem desta lista. Resumindo um pouco, eleger o maior português de todos os tempos. Foram já seleccionados os 90 “(”””(((maiores portugueses)))”””)””)””. Isto tem mesmo de ficar entre muitas aspas e muitíssimos parentes pois o que aconteceu é mau de mais para ser verdade.

Como perdi a primeira parte do programa apenas vi a contagem do 50º até ao 11º. Mal sabia eu que o meu espanto ao ver Pinto da Costa no 17º lugar, um bocadinho acima de Eça de Queirós em 22º, D. Dinis em 24º e Zeca Afonso em 29º entre muitos outros, era apenas um pré estágio para o que iria contemplar na página da RTP quando decidi ir ver os restantes colocados do programa anterior.

Em 79º temos um marco na história do país, o grande e inigualável Hélio Pestana. Esse grande senhor conhecido por todos além fronteiras do qual deixo aqui todo o seu historial citando o próprio site da RTP…

”Hélio Pestana é um jovem: vinte e uma primaveras apenas. A 25 de Maio de cada ano (um minuto depois da meia noite, hora a que nasceu) fica menos jovem e, provavelmente, recebe inúmeras mensagens por sms e email de embevecidas jovens fãs, cilindradas pela sua meteórica e minimal carreira na ficção televisiva nacional. Enquanto estuda arquitectura, participa em várias novelas, dobrou um desenho animado (o carro de corridas Chick Hicks, do filme de animação da Disney/Pixar – “Carros”) e venceu a 2.ª eliminatória da 2.ª edição de “Dança Comigo”. Não é de crer que repita esta vitória neste programa, mas toca piano e, talvez, fale francês. Diz que «às vezes» se sente «um mártir». Esperamos que não seja o caso.”

Gil Vicente certamente teria ficado contente de saber que apenas ficou quatro posições abaixo de Hélio Pestana, com os seus modestos feitos, citando o site da RTP de novo…

“Deixou-nos uma herança valiosíssima: o nascimento do teatro moderno em Portugal, na Europa e no mundo. Gil Vicente ainda hoje é um rebelde. Nunca o teatro produziu um fenómeno semelhante: apenas 30 anos de escrita e uma idolatria que perdura há quase cinco séculos. Ao ler a sua obra percebe-se porquê - e permite-nos rever o seu lugar na história. Como Shakespeare, a vida de Gil Vicente foi superlativa. Um pouco misteriosa, mas repleta de aventuras e atrevimentos. Compositor, encenador, escritor, dramaturgo e actor, “Gil Vicente é o teatro em estado puro”, diz o historiador Vítor Pavão dos Santos.”

Penso certamente que Almeida Garret também ficaria contente com os 17 lugares abaixo do grande Hélio.

Vendo as coisas de outro prisma verifica-se claramente que há alguma injustiça por ficar abaixo na classificação do desconhecido José Saramago que penso deverá ter sido devido a um tal Prémio Nobel, como se isso fosse relevante para eleger o Maior Português. É com cada uma que não lembra a ninguém.

Assim como Vasco que da Gama que fica também à sua frente. Caminho marítimo para a Índia? BAHHH. O Hélio sabe um atalho para fazer Amadora-Alverca que mais ninguém conhece. Não me venham dizer que não houve aí uma aldrabicezita nas votações.

Depois disto só me resta dizer: “ Força Hélio. És Grande. Não o Maior mas lá chegarás quando as votações forem supervisionadas por um representante do Governo Civil”.

Estou a tentar perceber o que levou tanta gente a votar no rapaz e não dá para entender. Olha se em vez dele se tivessem lembrado do cão MAX da série de televisão, que currículo invejável teríamos…

“A sua primeira palavra “ÃO”, foi aos 33 minutos revelando logo ali um enorme potencial televisivo. O seu primeiro osso foi enterrado a 1 metro de profundidade, gesto este que inspirou a série televisiva 7 Palmos de Terra.”

E assim vamos…. RG

Um pouco sobre o que poderá daqui sair, ou então não…


- Bloggers : Loucos com as vacinas em dia;

- Missão : Ser lido pelo menos por uma pessoa além dos bloggers;

- Motivação para o fazer : Escrever para não cair na tentação de ver a Floribela;

- Temas a abordar : Tudo o que nos vai inquietando e não nos passa ao lado;

- Escolha do nome : Não efectuar publicidade enganosa, pelo que basta que seja um bocadinho melhorzinho que muito mau para que cumpra as expectativas de quem entrou num blog com este nome. Tudo o que se aproxime do fraquinho será uma vitória. Sinceramente se estás a ler isto terás calmamente de te sentar, respirar fundo e perguntar a ti mesmo que raio te levou a entrar num blog com este nome. Enfim…

Esperamos o teu benefício da dúvida durante os próximos 2000 posts. RG