quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Operação STOP

Ha dias em que vamos de carro e temos que encostar e mostrar os documentos do carro e a carta de condução ao senhor agente da autoridade... nesses dias pensamos: "que azar... porque é que me aconteceu isto a MIM?!?!?..."

Talvez este video ajude a entender

VIDEO

...que na realidade nós somos apenas o acontecimento de intervalo! A disposição do agente derivará então do resultado que se verificar na altura. Palpita-me que as multas são passadas pelos agentes que se encontram em dificuldades no placard.

Se calhar uma boa maneira de evitar a coima é andar com 1 garrafinha de isostar, ou um spray para as dores musculares... um jogo de bolas novas é capaz de ajudar, mas para as contra-ordenações mais ousadas, o golpe secreto é certamente o vale de desconto na sportzone.

"game 7 and match"

O vosso amigo,
ç

terça-feira, fevereiro 27, 2007

tanas

Quantas vezes já não ouvimos expressões como é o tanas! ou o tanas é que vais!? Mas quem ou que é o tanas afinal?

Mais uma consulta ao dicionário e eis a definição encontrada:

tanas

s. m., pop.,
qualquer pessoa que não se pode, não se sabe ou não se quer nomear;
indivíduo sem importância;
- e badanas: expressão designativa de mentiras ou de algo de vago;
o -!: expressão designativa de contradição ou de reprovação.


Parece-me ser a tradução perfeita para "He-Who-Must-Not-Be-Named" na série Harry Potter! Preparem-se! A partir do próximo livro, na versão portuguesa, Voldermort passará a ser conhecido como o tanas!

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

James Morrison, ou "o declínio da publicidade"

Hoje estava a almoçar com tranquilidade (como o Paulo Bento), quando me deparei com a fresca publicidade ao novo album de James Morrison. Fresca, mas apenas de embrulho, dado que o artista e a criação já se encontram no terreno ha alguns meses...
A voz off do spot publicitário, apresenta o artista: James Morrison, chamando a atenção que o seu novo album se encontra à venda, e aponta que este contém o seu grande exito "you give me something", uma "grande canção"... de um "grande voz" (ou "grande músico")... de um "grande album"...

Engraçado não é? Como é que um tipo que chegou agora ao mundo da música, grava um single, faz 1 videoclip estereotipado cheio de modelos em trajes menores, desprovido de ligação à canção propriamente dita, é promovido a "grande voz", ou "grande músico", criador de um "grande album"... Por esta altura, o Sinatra já está a dar voltas na cova, e o Elvis às tantas pondera a hipotese de descer do éter para defender a honra das grandes vozes...

Numa altura em que os músicos são espremidos pela máquina do mercado músical, e forçados a criar singles que respeitem os padrões pré-estabelecidos, e que tenham a duração exacta de 3 minutos de 39 segundos... isto pode parecer ridiculo, mas é o standard hoje em dia. Muitos artistas são forçados a cortar as suas músicas e fazer monstros Frankenstein com os retalhos... imaginemos o que seria ter o Camões a escrever Os Lusiadas em apenas 5 cantos...

Mas o desgraçado do James Morrison até acaba por ser 1 vítima disto tudo: é atirado para uma cadeira com a sua guitarra enquanto as modelos descascadas se pavoneiam. Não seria este o modo de vida de eleição de muitos de nós? Só faltava mesmo a super bock e os tremoços... já para não falar da sport tv e a bola.

Não será redutor para o artista publicitar o album graças à "grande canção"? Não será o album (como o nome indica) um conjunto de canções? Poderemos concluir então que as restantes canções são enchimento de almofadas? Será que o James Morrison sabe que lhe estão a fazer isto? Será que ele aprova?

Para este tipo de casos, o formato do cd single fazia todo o sentido... um artista não era obrigado a ter correntes de imaginação que resultassem num album... Poderia ser apenas um single e um B-side, que muitas vezes era um cover. Será que a distribuição electrónica online das músicas vai safar o James Morrison? Ou será que o sentenciará a que apenas o seu brilhante single mantenha acesa a chama da sua tão curta carreira?

Os dias de hoje fazem-me pensar que o estilo de vida está cada vez mais rápido... primeiro foi o fast-food, e agora é isto... algo que eu gosto de carinhosamente apelidar música McDonalds...
São realmente dias estranhos... como curiosamente diziam o James Bond e o Jim Morrisson, "Strange days indeed..."

Site do James Morrison

Videoclip do Single



O vosso amigo,
ç

terça-feira, fevereiro 20, 2007

evolução linguística

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.


É engraçado ver como mudam os significados das palavras ao longo do tempo. No entanto, parece que umas mudam mais rápido que outras...

Ontem procurava uma certa e determinada palavra no dicionário, que não tinha a certeza como se escrevia, ou sequer se existiria, e eis que tropeço numa outra palavra, alfabeticamente próxima, que nos últimos tempos tem presença habitual nas parangonas dos jornais. Falo da palavra pedófilo.

Se pesquisarmos essa palavra num dicionário recente, como, por exemplo, o dicionário on-line da Priberam, encontramos a seguinte definição:

pedófilo

do Gr. paidóphilos

adj. e s. m.,
que ou aquele que sente uma atracção sexual doentia por crianças.


Até aqui, nada estranho.

No entanto, quando me deparei com esta palavra ontem, foi num dicionário que tinha cá em casa, em formato tradicional de papel, e que conta já com alguns anos de existência (editado pela Lello e Irmão em 1986). Neste dicionário, bem como num outro editado pela Porto Editora, em ano incerto, consta a seguinte definição:

pedófilo, adj. (gr. paidophilos). Amigo das crianças.


Portanto, em 21 anos, no máximo, pedófilo passou de amigo das crianças a aquele que sente uma atracção sexual doentia por crianças. Se calhar sou só eu, mas parece-me uma mudança radical em pouco tempo...

A título de curiosidade, no referido dicionário, de 1986, não consta a palavra pedofilia.

domingo, fevereiro 18, 2007

MEIA: projecto-de-introdução-de-alteração 1

Vamos todos andar descalços em casa. Em nossa casa, nas casas dos nossos amigos e familiares.

Por que não?
Isso é feito em vários países europeus: donos da casa e visitantes deixam os seus sapatos no hall de entrada.

Vantagem 1: É mais higiénico. Não andamos pela casa com o calçado que anda na rua, que pisa tudo, tudo mesmo!

Vantagem 2: É mais confortável. Primeiro estranha-se, mas depois entranha-se. Se tivermos muitos convidados, podem sentar-se no chão ou numa almofada de pernas cruzadas, com muito mais conforto e descontracção.

Vantagem 3: É mais higiénico (outra vez). Os nossos convidados passarão a ter cuidados redobrados com a higiene dos seus pés.

Desvantagens? Só me lembro de uma coisinha de nada: quando puser em prática e pedir às pessoas que me visitem para se descalçarem vão chamar-me muitos nomes feios e talvez deixem de me visitar… Lembram-se de mais alguma desvantagem? Então… por que não?

MEIA

Vimos por este meio introduzir o Movimento Encorajador de Introdução de Alterações (MEIA).

Este digno movimento pretende ser impulsionador de pequenas mudanças na nossa vida, que não serão (de certeza) grandes passos para a humanidade.

Apresentaremos, neste espaço, sugestões mais ou menos estúpidas (daí serem divulgadas neste blogue). Todos os que, como nós, tenham este tipo de ideia estão convidados a participar.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Instinto Animal

Quem tem animais em casa sabe que no início é normal eles fazerem as suas necessidades no sítio que estiver mais à mão. Se ninguém lhes disser nada, eles continuam a fazer como sempre fizeram, sem sequer ter consciência se estão a fazer algo errado ou não, para eles é normal. Cabe aos donos ajudá-los a distinguir o certo do errado. Repreendê-los quando fazem algo que não devem. E castigá-los quando parecem não aprender...

Às vezes as pessoas também são assim. Cometem sistematicamente os mesmos erros, sem sequer terem consciência das barbaridades que fazem e dizem. E continuam a cometê-los, porque ninguém lhes diz que aquilo está errado. Cabe às pessoas ofendidas apontar-lhes os seus erros, e castigá-los para que aprendam.

Alguns animais, como os gatos, são muito independentes, gostam de ter o seu espaço, o seu território e não gostam o invadam. Às vezes queremos fazer-lhes festas, porque são fofinhos e dá vontade de os agarrar e encher de mimo, mas quando nos aproximamos eles afastam-se e fogem, porque estamos a invadir o seu território sem termos sido convidados.

Às vezes as pessoas também são assim. Invadem o espaço das outras, sem terem sido convidadas para tal. Mesmo que estejam carregados das melhores intenções isso não as livra de respeitar o espaço que é dos outros.

Outros animais, como os cães, são mais carentes de mimos, gostam muito que lhes façam festas, e quando gostam de alguém manifestam-o efusivamente. Correm e saltam para cima dos donos, ou qualquer outra pessoa, que lhes pareça ser um bom parceiro para a brincadeira. Adoram dar uma bela duma lambidela para mostrar os seus afectos. Mas nem sempre as pessoas estão dispostas a colmatar as suas carências afectivas com mimos e brincadeiras. E ficam incomodadas com as suas efusivas demonstrações de afecto.

Às vezes as pessoas também são assim, querem dar mimo as outras, e querem que as outras lhes dêem mimo também, porque se sentem carentes. Esquecem-se que as outras podem não querer dar ou receber mimo. Esquecem-se que que as outras não têm obrigação de lhes amenizar as suas carências. E ficam chateadas, sem razão, porque não lhes deram mimo.

Há, também, animais que são muito possessivos em relação aos seus donos. Não gostam que brinquem com outros animais, ou pessoas, ou até mesmo objectos. Qualquer coisa que desvie a atenção do dono é um inimigo a abater. Seguem os donos, tentam controlá-los, fazem chantagem emocional, atacam quem lhes tentar roubar o lugar, mesmo que, na realidade, ninguém lhes tente tirar o lugar. Ficam paranóicos.

Às vezes as pessoas também são assim. Querem ter as outras só para si. Querem controlá-las. Querem ser o centro das atenções. Esquecem-se que não o são. Esquecem-se que ninguém é dono de ninguém. Esquecem-se que as outras gostam tanto de ser controladas como elas próprias (ou seja, não gostam).

O que distingue então as pessoas dos outros animais? As pessoas são capazes de ter raciocínios lógicos, coerentes e complexos. Conseguem formular ideias e, utilizando uma linguagem, também ela complexa, partilhar essas ideias. Que vantagem lhes dá isso? Permite-lhes achar que sabem tudo. Permite-lhes acharem-se melhores que os outros. Torna-as mais intolerantes. Mas esquecem-se que nem todos somos iguais. Esquecem-se que nem todos vemos o mundo da mesma maneira. Esquecem-se que, só porque duas pessoas têm ideias diferentes, isso não significa que uma esteja certa e a outra errada. Esquecem-se que a realidade de uns é diferente da de outros. Esquecem-se de ser tolerantes. Esquecem-se que devem aprender a respeitar as ideias dos outros, mesmo que sejam diferentes das nossas.

Às vezes, as pessoas esquecem-se de como se comportar e agir perante os outros. Esquecem-se porque ninguém lhes chama a atenção que estão a agir mal. Depois sofrem o castigo porque agiram mal e não compreendem porquê, pois estavam cheias de boas intenções. Mas as boas intenções não servem, nem chegam, para permitir que se faça tudo, e desculpar tudo o que se fez. Esquecem-se que não sabem tudo e que podem sempre aprender algo mais com os outros.

As pessoas, às vezes, também se esquecem que, apesar dos outros serem diferentes de nós, também são iguais. São iguais porque também erram e também merecem ser perdoados. Esquecem-se que, às vezes, os outros também não se apercebem que estão a errar. E esquecem-se de lhes chamar à atenção dos seus erros, para que possam evoluir.

Se queremos ser respeitados, devemos respeitar os outros. Não nos devemos esquecer nunca disso. Nem nos devemos esquecer que o que está bem para nós, pode estar errado para os outros. Quando os outros erram devemos saber perdoar. Quando nós erramos, devemos estar preparados para as consequências dos nossos actos, e não culpar mais ninguém senão nós mesmos. Quando erramos, devemos saber esperar até que os outros estejam dispostos a nos perdoar.

Quando nos sentimos ofendidos, não nos devemos deixar levar pela fúria da vingança e responder com mais ofensas, pois isso, muito provavelmente, só levará a mais ofensas (o famoso efeito bola de neve). Também não devemos acumular, continuamente, essa raiva que sentimos, pois mais cedo, ou mais tarde, acabamos por explodir e os efeitos serão muito mais nefastos.

Respeitem-se, amem-se, perdoem-se e, acima de tudo, sejam felizes!

So Pode ser Castigo

Porquê que, todas as noites, entre o leno e o raymond tenho que gramar com os anjos?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Opinioes Divergentes

Lambido contra o batente da porta, apareceu de soslaio na entrada do escritório. Só lhe via metade da cabeça com um olho que me fitava de baixo para cima:

- Acabei de fazer uma loucura genial!

Franzi uma sobrancelha e ele continuou:

- Oh pá!! … …mijei no cinzeiro japonês! Ahah!!!! e coube certinho.
(gargalhou ele meio tímido)
- Nunca tinha feito tal… … foi revigorante! Não! Foi melhor: foi delicioso!
Acho que não consegues compreender… … é uma daquelas coisas que só os putos muito pequenos fazem!

Muda, eu continuei. Virei-lhe as costas e continuei a arrumar os livros.

- Bem… vou despejá-lo!

Desapareceu voltando logo de seguida. Na mesma, ele não se atreveu a entrar e no meio daquele silêncio voltou:

- Como se diz em gíria de bilhar: sem espinhas!!! Limpinho!!

Silêncio de novo. Só se ouviam as lombadas dos livros a deslizarem nas prateleiras, ou um eventual folhear de reconhecimento.

- Sabes? Acho demais a tua resistência pela noite (soluço) entro… … resistência dentro
… … …
mas isso é que dá pujança!

Foi então que lancei:

- Mas isso o quê homem? De que falas tu?
- Desses sacrifícios por bens maiores e nobres… … pá... tu sabes:
não há nada maior que o nosso intercâmbio cultural!

sábado, fevereiro 10, 2007

Sempre a Inovar

O verdadeiro post 100% imparcial que estamos em dia de reflexão para o referendo de amanhã.

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